Yin Yang

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Categoria: Autoconhecimento, Espiritualidade, Natureza27/02/2016

Na antiga tradição taoísta chinesa, o princípio de opostos é muito claramente revelado no diagrama do símbolo yin-yang. Neste símbolo, os lados preto e branco se enroscam um em torno do outro em perfeito equilíbrio, passando a sensação de opostos pertencentes a um todo unificado, contidos dentro do círculo da eternidade. Como disse Carl Jung: “Quando yang chega à sua força máxima, o poder obscuro de yin nasce em suas profundezas. Pois a noite começa ao meio-dia, quando yang se desfaz e começa mudar para yin” (Collected Works, Vol.13, parágrafo 13).

Esse diagrama apresenta uma disposição simétrica do yin escuro e do yang claro. A simetria, contudo, não é estática. É uma simetria rotacional que sugere, de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que, toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto.

Representa as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio feminino, a terra, a passividade, escuridão e absorção. O yang é o princípio masculino, o céu, a luz e atividade.

Segundo este princípio, essas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação.

No Tantra, que significa equilíbrio de opostos, o ideal de unidade é simbolicamente expresso através da união de Shiva e Shakti, ser e manifestação, masculino e feminino.

No Bhagavad Gita, a escritura principal do Hinduísmo, Krishna fala a Arjuna sobre a unificação de opostos. Ele diz: “Você deve estar livre dos pares de opostos. Posicione sua mente na tranquilidade”.

No Budismo, um dos principais princípios é aquele do Caminho do Meio. O Buda defendia que caminhar entre os extremos dos pares de opostos era o caminho para a Iluminação, ou Nirvana.

Um exemplo da literatura cristã está no texto agnóstico, O evangelho de Tomé, descoberto em 1945 em Nag Hamadi, Egito, que se acredita ter sido produzido por volta de 140 d.C.: “Jesus disse a eles: quando vocês fizerem do dois um, e quando vocês fizerem do interior o exterior, e do exterior o interior, e do acima como o abaixo, e quando vocês fizerem do macho e da fêmea um único, de modo que o macho não seja macho e a fêmea não seja fêmea, então vocês adentrarão (o Reino)”.

O ensinamento da unificação de opostos é claro também no misticismo islâmico, ou Sufismo, e no misticismo judaico, ou Cabala. Um mestre sufista, Hazrat Inayat Khan, é citado em “Sufismo Universal”: “Purificação mental significa que as impressões tais como bom e mau, certo e errado, ganho e perda, prazer e dor, estes opostos que bloqueiam a mente, devem ser esclarecidos vendo os opostos destas coisas. Então se pode ver o inimigo no amigo, e o amigo no inimigo. Quando pudermos reconhecer o veneno no néctar e o néctar no veneno, será o tempo em que a morte e a vida tornam-se um também. Os opostos não mais permanecerão como tal.”

No contexto da psicologia moderna, Carl Jung escreveu extensamente sobre a unificação dos opostos. Por exemplo: “Nada pode existir sem o seu oposto; os dois eram um no início e o serão novamente no final” (Collected Works, Vol 6, Parágrafo 363).

“A fusão de opostos é a alquimia da transformação. Unidade não significa uniformidade; a mente desperta tem a habilidade de ver a unidade e ainda assim viver dentro da diversidade da vida. Esse paradigma é conhecido como unidade na diversidade. O princípio de que o todo é maior que a soma de suas partes é um profundo aspecto do mistério da vida espiritual. Ele implica que enquanto reconciliamos todos os opostos em nossa consciência, algo novo, um terceiro elemento, a presença do pano de fundo da unidade, nasce em nosso interior, para além dos estados de dualidade que tínhamos quando começamos o trabalho. Este é o nosso despertar para a presença da unidade. Paradoxalmente, a unidade está sempre presente conosco; apenas estamos distraídos demais, pela complexidade da vida, para vê-la. Quando revistamos esse estado de unificação, retornamos ao todo enquanto vivemos aqui neste mundo extraordinário ”. (“O Casamento do Espírito”, Leslie Temple-Thruston)

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